Cosmorama [do grego “kósmos”, universo + “hórama”, espectáculo] é um conjunto de imagens ampliadas por instrumentos ópticos, o local em que essas imagens são expostas ou o instrumento com o qual é possível observá-las ampliadamente.

Inspirada nos versos de António Nobre: “Vejo passar a minha vida,/ Como num grande cosmorama”, a Cosmorama nasceu em 2004.
Em 15 anos, este projeto vocacionado para edição de poesia, imprimiu quase cem livros. Nomes como os de Agustina Bessa-Luís, António Ramos Rosa, Ana Hatherly e Rui Nunes, coabitaram com os de jovens autores, que se estrearam com a chancela da Cosmorama. Foram publicados os aforismos de Teixeira de Pascoaes e a poesia de Joaquim de Araújo, Guilherme de Faria e António Pedro.
Durante estes 15 anos, a Cosmorama acolheu obras de Carlos Alberto Braga, Fernando de Castro Branco, Sandra Costa, Jorge Melícias e José Rui Teixeira. Entre os autores estrangeiros, destacam-se Hilde Domin, Hugo Mujica, María Negroni, Miriam Reyes e Daniela Camacho. Foi a Cosmorama que publicou o primeiro livro de Andreia C. Faria e que pela primeira reuniu a poesia de Valter Hugo Mãe.

De reinvenção em reinvenção, em 2019 a Cosmorama apresenta quatro bibliotecas: MEMORIAL [obras poéticas esquecidas, assim como documentação no âmbito da história da cultura e da literatura], EQUINÓCIOS [poesia contemporânea], ISTMO [ensaios no âmbito de estudos literários e humanísticos] e TEOTOPIAS [ensaios no âmbito de estudos teoliterários].